A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro não aceitou a trégua. Ela deixou a presidência do PL Mulher nesta segunda-feira em meio à crise com os enteados Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. A decisão foi anunciada após reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Michelle comunicou a saída em nota, na qual afirmou que vai se dedicar integralmente aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e com a filha, após refletir sobre o momento vivido pela família. A nota não menciona a candidatura da ex-primeira dama ao Senado pelo partido. Valdemar também divulgou comunicado em que diz que “Michelle passa por um momento difícil” e que divergências no partido são normais.
Uma das principais razões para o rompimento de ambas com a pré-campanha de Flávio é o fato de que ele não condenou com veemência os ataques contra elas nas redes sociais vindos de Eduardo Bolsonaro e sua turma. Dos Estados Unidos, o próprio Eduardo já disparou nove postagens com referências diretas e indiretas à madrasta desde que Flávio pediu união ao partido. O grupo que promove os ataques inclui ainda os influenciadores Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, que também vivem nos EUA, e Kim Paim, que vive na Austrália, e Oswaldo Eustáquio, que está na Espanha.
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